Atletas másters de resistência pode ter lesão de coronária? Sim pode, estudo demonstrou!
- cardio_classday

- 11 de jun. de 2022
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Cálcio na artéria coronária pela Tomografia Computadorizada

A ausência da calcificação das artérias coronárias (CAC) demonstra um risco mínimo de eventos cardiológicos nos próximos 3 a 5 anos de vida, tem correlação linear com a idade.
Exercício regular atribui um perfil de baixo risco para aterosclerose, associado a 50% de redução de nos eventos da doença arterial coronariana.
Contudo, atletas másters de resistência (acima de 40 anos), de alta performance (como maratonistas e ultramaratonistas) que apresentam CAC se comparados a pessoas da mesma idade tem maior prevalência de calcificação.
Estudo neste grupo, demonstrou o lado bom que 60% destes não tiveram CAC, mas nos que tiveram, os homens apresentaram o dobro de prevalência CAC (44.3% versus 22.2%; P=0.009 -significativo) em relação a sedentários da mesma idade. E estes másters 11,3% demonstraram alta taxa de CAC ≥300 Agatston units, e estenoses ≥50%.
Outro dado é que apresentaram predominantemente placas calcificadas (72.7%), enquanto homens os sedentários com placas mistas (61.5%).
O número de anos de treinamento foi uma variável independente associada ao risco de CAC.
Na aterosclerose, com a progressão e adição de colesterol, células inflamatórias e tecido fibrótico, o cálcio se acumula sob a forma de placas CAC, na base da íntima e torna-se identificável pela tomografia computadorizada, e sua quantificação permite, dimensionar o grau de doença arterial coronária, que se correlaciona com o risco de eventos coronários.
Você Sabia que podemos avaliar a aterosclerose (ou envelhecimento dos vasos) com a presença na tomografia de tórax de placas calcificada (CAC)?
No atleta máster de resistência como fisiopatologia podemos ter aumento do shear stress (estresse de cisalhamento) na superfície do endotélio, corroborando para lesão ...
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